Aproximadamente 50 alunos integram as equipes de participação e competição

Turmas de câmbio do programa Vida Ativa geram inclusão e acessibilidade

Aproximadamente 50 alunos integram as equipes de participação e competição

Por Andrine Teixeira Garcia 10-03-2026 | 10:11:10
Tags: Vida Ativa , Câmbio , Esporte

Entre os diversos esportes promovidos pelo programa Vida Ativa, da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude (Selj), o câmbio vem gerando integração entre os participantes, promovendo longevidade, autonomia e qualidade de vida aos atletas. As aulas ocorrem em dois dias da semana, com turmas alternadas durante a manhã, das 08h30 às 10h e das 11h às 12h, entre a equipe de competição e a equipe de participação.

Justina Santos tem 71 anos e pratica câmbio desde 2021 com as turmas do Vida Ativa. Ela começou a frequentar as aulas após se tornar viúva, em busca de algo que a fizesse a se sentir melhor, e afirma que apesar das limitações físicas, a oportunidade de jogar compensa tudo. “Me sinto viva, alegre! Estar jogando é uma vitória, cada momento é uma emoção. Vamos procurar viver cada vez melhor, movimentando corpo e mente”, declarou a atleta entusiasmada.

O Câmbio é uma modalidade esportiva acessível, sendo fruto de uma mistura entre vôlei e newcon, no qual permite ao participante segurar a bola, tendo nove jogadores, com arremesso vindo de dentro da quadra e saltos são proibidos. O esporte ainda é subdividido em três categorias etárias: 50 a 60 anos se enquadra como master, de 60 a 70 como sênior e acima de 70 é considerado como super sênior. 

Aulas acabam sendo um momento de socialização para os atletas. Imagens - Tobias Bernardo/Secom

A turma de câmbio do Vida Ativa conta com aproximadamente 50 alunos, todos centralizados no núcleo do Ginásio Karosso e com idades a partir de 50 anos, chegando até os 91. Entre os participantes, 30 treinam para competições enquanto os outros 20 formam a equipe de participação, que busca desenvolver o aprendizado dos jogadores. Em 2025, as equipes Master e Sênior estiveram na final do Campeonato Gaúcho de Câmbio, momento que marcou a evolução dos atletas do projeto.

Jadir Nobre, 58 anos, começou a frequentar o Vida Ativa em 2019, quando levou seu neto para treinar no ginásio, observou as aulas e conseguiu uma vaga na turma de câmbio. Ele afirma que ao longo desses anos fez muitas amizades, tanto em decorrência das aulas, quanto nas competições. “Muitas pessoas têm depressão, acabam ficando sozinhas, mas aqui nós criamos uma nova família. Eu faço paratletismo, câmbio, vôlei sentado, ficar sozinho em casa não é uma opção. Tem vários núcleos do Vida Ativa pela cidade, temos que aproveitar”. 

O câmbio traz acessibilidade para o esporte, sendo uma categoria adaptada que acolhe. Segundo o professor Yuri Stumm, os alunos chegam no ginásio antes do horário para ter a oportunidade de interagirem, fazem reuniões de integração, jogos paralelos, pessoas que saíram de casa e tiveram um primeiro contato com as atividades físicas, tudo isso de forma gratuita. “Além da atividade física, notamos uma grande diferença na saúde mental, por isso sempre tentamos receber o máximo possível de alunos, tendo espaço para organizarmos as turmas, ninguém fica de fora”, afirmou o treinador.

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