Prefeitura dá suporte às famílias atingidas pelas cheias

Por Divulgação 19-10-2015 | 00:00:00
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A prefeitura de Pelotas mantém constantes as ações para minimizar os problemas causados pela água que atinge parte dos balneários da praia, Pontal da Barra e Colônia de Pescadores Z-3. O prefeito Eduardo Leite esteve nesta segunda-feira (19/10/15) nas imediações do Novo Valverde - um dos locais mais atingidos - e acompanhou de perto o serviço que tem sido feito pelas equipes da prefeitura, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros na região. Ao caminhar pelos trechos afetados, Eduardo conversou com o aposentado Renato Leão, que há mais de 30 anos vive no Balneário Valverde, e demonstrava preocupação ao ver a água entrando no seu pátio. “Estamos mobilizados para dar suporte às famílias e prestar o atendimento necessário. Com a elevação do nível do canal São Gonçalo e a direção dos ventos, a água está se concentrando nessa região. Nossas secretarias estão em alerta permanente”, afirmou Eduardo. No momento, não há nenhuma medida técnica que possa ser adotada para resolver o problema causado pela água. O volume excessivo de água da região que escoa para o São Gonçalo e do Guaíba, que desce para a Lagoa dos Patos, somadas ao vento - que esteve no sentido sul, desfavorável para o escoamento natural da laguna no mar - são as causas da cheia. Atualmente sopra o vento nordeste, que é favorável ao deságue, mas ainda pode levar vários dias até que a situação se normalize. Até as 15h desta segunda-feira não havia pendências de socorro. Segundo a Defesa Civil, 36 pessoas foram retiradas de suas casas no Novo Valverde e levadas para locais que servem como abrigos provisórios, como o Laranjal Praia Clube e o CRAS São Gonçalo. Uma unidade móvel da Secretaria de Saúde (SMS) está atendendo na sede da regional do Laranjal, na avenida José Maria da Fontoura, 775. São priorizados atendimentos de emergência, curativos e vacinas. Também serão mobilizadas equipes médicas para atendimento na Colônia Z-3. Assistentes Sociais da Secretaria de Justiça Social e Segurança (SJSS) estão atuando junto às famílias, verificando as necessidades de cada uma delas e auxiliando a encaminhar as doações, que podem ser feitas na sede da SJSS, na rua Marechal Deodoro, 404, na Rodoviária de Pelotas (3° andar) e na sede da regional do Laranjal. Os itens mais urgentes são água, alimentos não perecíveis, colchões, cobertores, materiais de limpeza e de higiene pessoal. Acompanharam a visita aos locais atingidos, a vice-prefeita Paula Mascarenhas; o coordenador da 4° regional da Defesa Civil, Tenente Charles; os vereadores Ricardo Santos (PDT), Marcos Ferreira (PT), Ademar Ornel (DEM) e Beto da Z3 (PT); da Defesa Civil de Pelotas, o coordenador Paulo Santos e o secretário executivo João Arthur Nascimento; o secretário de Habitação e Regularização Fundiária (SHRF), Ivan Vaz; de Serviços Urbanos e Infraestrutura (SSUI), Luiz van der Laan; o diretor-presidente do Sanep, Jacques Reydams. Coletiva Na tarde desta segunda-feira (19), Eduardo concedeu entrevista coletiva aos veículos de imprensa locais para explicar as causas das inundações na Z3 (Cedrinho e Divineia), Novo Valverde e Pontal da Barra, e esclarecer dúvidas dos jornalistas. Exército A prefeitura pediu apoio ao Exército, para o atendimento às vítimas das cheias. Os soldados ficarão sob a coordenação da Defesa Civil. Decreto de emergência O prefeito solicitou junto a todas as secretarias municipais um levantamento dos prejuízos públicos (ruas e espaços e materias públicos afetados) e privados (casas e empresas), a fim de estudar a viabilidade de um Decreto de Emergência, conforme a legislação – para que o Estado e logo a União reconheçam a situação como emergencial, para a liberação de recursos, é preciso que o Município atinja os níveis de danos públicos e privados exigidos. Saiba mais: *Lagoa dos Patos – nível considerado normal para outubro: 0,60 cm Nesta segunda-feira (19/10/2015) a régua do trapiche, de 1,80 m de altura estava totalmente submersa, ou seja: está acima de 1,80 m (1,20 acima do normal) *Canal São Gonçalo - nível considerado normal para outubro: 1,20 m Nesta segunda-feira (19/10/2015): 2,20 m (um metro acima do normal) A cidade de Pelotas, que tem um polder (dique de contenção, que impede as águas do canal de invadirem a região do Fátima, Navegantes, etc.), pode suportar até 2,70 m *Novo Valverde: de 50 a 60 quarteirões foram atingidos pelas águas do São Gonçalo; 36 pessoas que tiveram suas casas inundadas foram removidas pela Defesa Civil; 476 residências estão sem energia elétrica – prefeitura pediu que CEEE interrompesse o abastecimento como medida preventiva *Colônia Z3: Defesa Civil contabilizou 132 pessoas desabrigadas ou desalojadas até esta segunda-feira *Pontal da Barra – tem cerca de 300 habitantes, que moram em palafitas (casas bem altas), preparadas para alagamentos; a Defesa Civil não recebeu nenhum pedido de remoção das famílias de lá; a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) do Porto de Pelotas emprestará uma embarcação para que a prefeitura possa levar aos moradores, pelo Canal São Gonçalo, água potável, alimentos e outros mantimentos *Ventos: o assessor especial Paulo Morales informa que na direção dos quadrantes norte, nordeste e noroeste, são favoráveis para que as águas baixem; os ventos que vem do sul e sudeste, por outro lado, são desfavoráveis. *Telefones de plantão para pedidos de ajuda e esclarecimento de dúvidas: 153, 156 e 193.

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