Proposta foi apresentada pelo prefeito na audiência pública que discutiu o novo modelo de concessão nas rodovias da Zona Sul do Estado, prevista para iniciar em 2027

Marroni exige compensação pelos 28 anos de pedágio mais caro do Brasil

Proposta foi apresentada pelo prefeito na audiência pública que discutiu o novo modelo de concessão nas rodovias da Zona Sul do Estado, prevista para iniciar em 2027

Por Roberto Ribeiro 17-03-2026 | 18:52:03
Tags: Posicionamento , Proposta , Debate

Apoio não faltou à proposta do prefeito Fernando Marroni na tarde desta terça-feira (17) durante a audiência pública realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para debater o novo modelo de exploração das rodovias da zona sul do Estado. A plateia que lotou o auditório da UCPel aplaudiu de forma entusiástica a defesa do chefe do Executivo por uma compensação financeira à região pelos 28 anos das praças de pedágio que cobraram uma das tarifas mais caras do Brasil - a que Marroni chamou de “extorsão”. 

O problema da nossa região sempre foi o valor do pedágio, a extorsão que foi praticada sem nenhuma ordem, a nossa região precisa de uma compensação por isso”, disse Marroni. O prefeito sustentou que os valores envolvidos em quase três décadas poderiam ter financiado a duplicação “de ponta a ponta” de todas as estradas, de pontes, e ainda finalizado o trecho do lote 4 da BR 392, que dá acesso ao terminal portuário do Rio Grande. “Está na hora de fazer esta compensação, se todos achamos que foi injusto a forma como foi concedida a exploração das rodovias no nosso polo rodoviário, temos que exigir que se faça essa compensação, porque com o dinheiro que foi arrecadado dava para ter feito o dobro das obras que foram feitas”, afirmou.

Marroni também considerou “inadmissível” que sejam previstas no novo modelo de exploração praças de pedágio dentro dos municípios, como ocorreu no modelo anterior - cujo contrato expirou no dia 3 deste mês. O prefeito ainda reforçou um prazo maior para que Pelotas e região possam se mobilizar, fazerem audiências públicas capazes de debater a concessão da malha rodoviária em profundidade e, assim, oferecer uma resposta. 

Público lotou o auditório da UCPel na tarde desta terça-feira (17), na audiência pública promovida pela ANTT para debater o novo modelo de concessão nas rodovias da região, denominado pela Agência "Rota Portuária do Sul" (Fotos: Volmer Perez/Secom)

“Nós precisamos sim de manutenção nas estradas, socorro nas estradas, atendimento aos usuários, é uma realidade dos novos tempos para que tenhamos rodovias em boas condições - não vejo que devemos nos opor a isso, o problema, aqui, sempre foi o valor desse pedágio”, reafirmou.

O novo modelo de concessão nas BRs 116 e 392, denominado Rota Portuária do Sul, vai abranger 13 municípios, a partir de Camaquã até Jaguarão, pela 116, e do porto do Rio Grande a Santana da Boa Vista, pela 392. De acordo com a apresentação dos técnicos da ANTT na audiência desta terça-feira - a terceira, as anteriores foram em Brasília e em Porto Alegre - o contrato terá vigência de 30 anos, a partir de agosto de 2027. O início da cobrança, conforme o contrato, será a partir do sexto mês de operação da concessionária vencedora do processo de licitação.

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